Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Mateus 4.10
Leitura diária na versão Revisada - Português


Números 22
Números 23
Atos 15.22-35

Números 22


1
Depois os filhos de Israel partiram, e acamparam-se nas planícies de Moabe, além do Jordão, na altura de Jericó.
2
Ora, Balaque, filho de Zipor, viu tudo o que Israel fizera aos amorreus.
3
E Moabe tinha grande medo do povo, porque era muito e Moabe andava angustiado por causa dos filhos de Israel.
4
Por isso disse aos anciãos de Midiã: Agora esta multidão lamberá tudo quanto houver ao redor de nós, como o boi lambe a erva do campo. Nesse tempo Balaque, filho de Zipor, era rei de Moabe.
5
Ele enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio, à terra dos filhos do seu povo, a fim de chamá-lo, dizendo: Eis que saiu do Egito um povo, que cobre a face da terra e estaciona defronte de mim.
6
Vem pois agora, rogo-te, amaldiçoar-me este povo, pois mais poderoso é do que eu porventura prevalecerei, de modo que o possa ferir e expulsar da terra porque eu sei que será abençoado aquele a quem tu abençoares, e amaldiçoado aquele a quem tu amaldiçoares.
7
Foram-se, pois, os anciãos de Moabe e os anciãos de Midiã, com o preço dos encantamentos nas mãos e, chegando a Balaão, referiram-lhe as palavras de Balaque.
8
Ele lhes respondeu: Passai aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o Senhor me falar. Então os príncipes de Moabe ficaram com Balaão.
9
Então veio Deus a Balaão, e perguntou: Quem são estes homens que estão contigo?
10
Respondeu Balaão a Deus: Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe, mos enviou, dizendo:
11
Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra vem agora amaldiçoar-mo porventura poderei pelejar contra ele e expulsá-lo.
12
E Deus disse a Balaão: Não irás com eles não amaldiçoarás a este povo, porquanto é bendito.
13
Levantando-se Balaão pela manhã, disse aos príncipes de Balaque: Ide para a vossa terra, porque o Senhor recusa deixar-me ir convosco.
14
Levantaram-se, pois, os príncipes de Moabe, vieram a Balaque e disseram: Balaão recusou vir conosco.
15
Balaque, porém, tornou a enviar príncipes, em maior número e mais honrados do que aqueles.
16
Estes vieram a Balaão e lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Rogo-te que não te demores em vir a mim,
17
porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres vem pois, rogo-te, amaldiçoar-me este povo.
18
Respondeu Balaão aos servos de Balaque: Ainda que Balaque me quisesse dar a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da ordem do Senhor meu Deus, para fazer coisa alguma, nem pequena nem grande.
19
Agora, pois, rogo-vos que fiqueis aqui ainda esta noite, para que eu saiba o que o Senhor me dirá mais.
20
Veio, pois, Deus a Balaão, de noite, e disse-lhe: Já que esses homens te vieram chamar, levanta-te, vai com eles todavia, farás somente aquilo que eu te disser.
21
Então levantou-se Balaão pela manhã, albardou a sua jumenta, e partiu com os príncipes de Moabe.
22
A ira de Deus se acendeu, porque ele ia, e o anjo do Senhor pôs-se-lhe no caminho por adversário. Ora, ele ia montado na sua jumenta, tendo consigo os seus dois servos.
23
A jumenta viu o anjo do Senhor parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão e, desviando-se do caminho, meteu-se pelo campo pelo que Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho.
24
Mas o anjo do Senhor pôs-se numa vereda entre as vinhas, havendo uma sebe de um e de outro lado.
25
Vendo, pois, a jumenta o anjo do Senhor, coseu-se com a sebe, e apertou contra a sebe o pé de Balaão pelo que ele tornou a espancá-la.
26
Então o anjo do Senhor passou mais adiante, e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda.
27
E, vendo a jumenta o anjo do Senhor, deitou-se debaixo de Balaão e a ira de Balaão se acendeu, e ele espancou a jumenta com o bordão.
28
Nisso abriu o Senhor a boca da jumenta, a qual perguntou a Balaão: Que te fiz eu, para que me espancasses estas três vezes?
29
Respondeu Balaão à jumenta: Porque zombaste de mim oxalá tivesse eu uma espada na mão, pois agora te mataria.
30
Tornou a jumenta a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste toda a tua vida até hoje? Porventura tem sido o meu costume fazer assim para contigo? E ele respondeu: Não.
31
Então o Senhor abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do Senhor parado no caminho, e a sua espada desembainhada na mão pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se com o rosto em terra.
32
Disse-lhe o anjo do senhor: Por que já três vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu te saí como adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim
33
a jumenta, porém, me viu, e já três vezes se desviou de diante de mim se ela não se tivesse desviado de mim, na verdade que eu te haveria matado, deixando a ela com vida.
34
Respondeu Balaão ao anjo do Senhor: pequei, porque não sabia que estavas parado no caminho para te opores a mim e agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei.
35
Tornou o anjo do Senhor a Balaão: Vai com os homens, somente a palavra que eu te disser é que falarás. Assim Balaão seguiu com os príncipes de Balaque:
36
Tendo, pois, Balaque ouvido que Balaão vinha chegando, saiu-lhe ao encontro até Ir-Moabe, cidade fronteira que está à margem do Arnom.
37
Perguntou Balaque a Balaão: Porventura não te enviei diligentemente mensageiros a chamar-te? por que não vieste a mim? não posso eu, na verdade, honrar-te?
38
Respondeu Balaão a Balaque: Eis que sou vindo a ti porventura poderei eu agora, de mim mesmo, falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei.
39
E Balaão foi com Balaque, e chegaram a Quiriate-Huzote.
40
Então Balaque ofereceu em sacrifício bois e ovelhas, e deles enviou a Balaão e aos príncipes que estavam com ele.
41
E sucedeu que, pela manhã, Balaque tomou a Balaão, e o levou aos altos de Baal, e viu ele dali a parte extrema do povo.

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Números 23


1
Disse Balaão a Balaque: Edifica-me aqui sete altares e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros.
2
Fez, pois, Balaque como Balaão dissera e Balaque e Balaão ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar.
3
Então Balaão disse a Balaque: Fica aqui em pé junto ao teu holocausto, e eu irei porventura o Senhor me sairá ao encontro, e o que ele me mostrar, eu to direi. E foi a um lugar alto.
4
E quando Deus se encontrou com Balaão, este lhe disse: Preparei os sete altares, e ofereci um novilho e um carneiro sobre cada altar.
5
Então o senhor pôs uma palavra na boca de Balaão, e disse: Volta para Balaque, e assim falarás.
6
Voltou, pois, para ele, e eis que estava em pé junto ao seu holocausto, ele e todos os príncipes de Moabe.
7
Então proferiu Balaão a sua parábola, dizendo: De Arã me mandou trazer Balaque, o rei de Moabe, desde as montanhas do Oriente, dizendo: Vem, amaldiçoa-me a Jacó vem, denuncia a Israel.
8
Como amaldiçoarei a quem Deus não amaldiçoou? e como denunciarei a quem o Senhor não denunciou?
9
Pois do cume das penhas o vejo, e dos outeiros o contemplo eis que é um povo que habita só, e entre as nações não será contado.
10
Quem poderá contar o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que eu morra a morte dos justos, e seja o meu fim como o deles.
11
Então disse Balaque a Balaão: Que me fizeste? Chamei-te para amaldiçoares os meus inimigos, e eis que inteiramente os abençoaste.
12
E ele respondeu: Porventura não terei cuidado de falar o que o Senhor me puser na boca?
13
Então Balaque lhe disse: Rogo-te que venhas comigo a outro lugar, donde o poderás ver verás somente a última parte dele, mas a todo ele não verás e amaldiçoa-mo dali.
14
Assim o levou ao campo de Zofim, ao cume de Pisga e edificou sete altares, e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada altar.
15
Disse Balaão a Balaque: Fica aqui em pé junto ao teu holocausto, enquanto eu vou ali ao encontro do Senhor.
16
E, encontrando-se o Senhor com Balaão, pôs-lhe na boca uma palavra, e disse: Volta para Balaque, e assim falarás.
17
Voltou, pois, para ele, e eis que estava em pé junto ao seu holocausto, e os príncipes de Moabe com ele. Perguntou-lhe, pois, Balaque: Que falou o Senhor?
18
Então proferiu Balaão a sua parábola, dizendo: Levanta-te, Balaque, e ouve escuta-me, filho de Zipor
19
Deus não é homem, para que minta nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá?
20
Eis que recebi mandado de abençoar pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar.
21
Não se observa iniqüidade em Jacó, nem se vê maldade em Israel o senhor seu Deus é com ele, no meio dele se ouve a aclamação dum rei
22
É Deus que os vem tirando do Egito as suas forças são como as do boi selvagem.
23
Contra Jacó, pois, não há encantamento, nem adivinhação contra Israel. Agora se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus tem feito!
24
Eis que o povo se levanta como leoa, e se ergue como leão não se deitará até que devore a presa, e beba o sangue dos que foram mortos:
25
Então Balaque disse a Balaão: Nem o amaldiçoes, nem tampouco o abençoes:
26
Respondeu, porém, Balaão a Balaque: Não te falei eu, dizendo: Tudo o que o Senhor falar, isso tenho de fazer?
27
Tornou Balaque a Balaão: Vem agora, e te levarei a outro lugar porventura parecerá bem aos olhos de Deus que dali mo amaldiçoes.
28
Então Balaque levou Balaão ao cume de Peor, que dá para o deserto.
29
E Balaão disse a Balaque: Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros.
30
Balaque, pois, fez como dissera Balaão e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada altar.

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Atos 15

22-35
22
Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a igreja escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos.
23
E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos e os anciãos, irmãos, aos irmãos dentre os gentios em Antioquia, na Síria e na Cicília, saúde.
24
Portanto ouvimos que alguns dentre nós, aos quais nada mandamos, vos têm perturbado com palavras, confundindo as vossas almas,
25
pareceu-nos bem, tendo chegado a um acordo, escolher alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo,
26
homens que têm exposto as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
27
Enviamos portanto Judas e Silas, os quais também por palavra vos anunciarão as mesmas coisas.
28
Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas necessárias:
29
Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição e destas coisas fareis bem de vos guardar. Bem vos vá.
30
Então eles, tendo-se despedido, desceram a Antioquia e, havendo reunido a assembléia, entregaram a carta.
31
E, quando a leram, alegraram-se pela consolação.
32
Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram os irmãos com muitas palavras e os fortaleceram.
33
E, tendo-se demorado ali por algum tempo, foram pelos irmãos despedidos em paz, de volta aos que os haviam mandado.
34
[Mas pareceu bem a Silas ficar ali.]
35
Mas Paulo e Barnabé demoraram-se em Antioquia, ensinando e pregando com muitos outros a palavra do Senhor.

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