
Leitura diária na versão Bíblia Viva - Portugués
ESTE LIVRO CONTÉM o discurso de Moisés a Israel, quando o povo estava acampado no vale do Arabá, no deserto de Moabe, a leste do rio Jordão. O acampamento estava entre as cidades da região de Sufe, Parã, Tefel, Labã, Hazerote e Di-Zaabe. O discurso foi pronunciado a 15 de fevereiro aproximadamente a quarenta anos depois que Israel saiu do monte Horebe. E olhe! A viagem a pé, do monte Horebe até Cades-Barnéia, cruzando a montanha de Seir, toma somente onze dias! Na ocasião em que foi feito este discurso, Israel tinha derrotado Seom, rei dos amorreus, em Hesbom, e Ogue, rei de Basã, em Astarote, junto a Edrei. Ali, pois, na terra de Moabe, a leste do Jordão, Moisés dirigiu a palavra a Israel, explicando todas as leis conforme Deus tinha ordenado. Eis o discurso:
"Faz quarenta anos, o Senhor nosso Deus falou conosco, quanto estávamos no Horebe. Vão agora, e tratem de ocupar a região montanhosa dos amorreus, o vale do Arabá, o deserto do Neguebe, toda a terra de Canaã; e o Líbano - todas as terras que vão da costa do Mediterrâneo até o rio Eufrates. Estou dando esse território inteiro a vocês. Tratem de entrar e tomar posse dessas terras - pois são as terras que eu, o Senhor, prometi aos seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó, e aos descendentes deles.
"Na mesma ocasião, eu disse a vocês: 'Preciso de ajuda! Vocês são uma carga pesada demais para eu levar sozinho! Pois Deus fez com que aumentassem tanto, que hoje formam uma multidão numerosa como as estrelas! - Que o Senhor abençoe e multiplique vocês mil vezes mais, como prometeu! Mas como pode um só homem suportar o peso, as questões e os problemas de um povo tão numeroso? Assim, escolham de cada tribo alguns homens inteligentes, experimentados e compreensivos para serem nomeados por mim como chefes.
"Vocês concordaram, e escolheram alguns homens de cada tribo. Eles foram então nomeados assistentes administrativos. Deviam cuidar de grupos de mil, de cem, de cinqüenta e de dez para decidir as questões surgidas, e para dar todo tipo de assistência a eles. Dei instruções para que eles agissem como juízes justos e retos em todas as questões que aparecessem entre vocês, mesmo quando estivesse envolvido algum estrangeiro.
'Quando tiverem de tomar alguma decisão,' eu disse a eles, "não favoreçam ninguém por isto ou aquilo: dêem a mesma atenção ao grande e ao pequeno, ao poderoso e ao fraco. Não tenham medo de ninguém, porque estarão exercendo a função de juízes em nome de Deus! Contudo, os casos que acharem difíceis deverão trazer a mim, para que eu estude e resolva.' Assim dei estas e outras instruções, naquela ocasião.
"Então saímos ao monte Horebe e caminhamos por todo aquele grande e terrível deserto - vocês lembram! Finalmente chegamos às montanhas habitadas pelos amorreus, para onde o Senhor nos mandara ir. Estávamos, pois, em Cades-Barnéia ao lado da Terra Prometida, e eu disse: 'O Senhor nosso Deus nos dá esta terra dos amorreus. Avante, pois! Tomem posse dela, pois Deus é que mandou fazer isso! Nada de medo, nem de vacilação!'
"Mas vocês disseram: 'Primeiro vamos enviar espiões para examinarem o território, para verem qual o melhor caminho para nós, e que cidades devemos conquistar primeiro.'
"Achei boa idéia. Por isso, mandei aqueles doze espiões, um de cada tribo.
"Eles foram, entraram pela região montanhosa, chegaram ao vale de Escol, examinaram a terra - e quando voltaram, trouxeram produtos da terra como amostras. E vieram relatando: 'A terra que o Senhor nos dá é boa mesmo!'
"Mas vocês não quiseram ir lá, rebeldes à ordem do Senhor nosso Deus.
"Vocês ficaram murmurando nas tendas, e disseram: 'Decerto que o Senhor nos odeia, pois fez com que saíssemos do Egito para cairmos nas mãos dos amorreus e para destruir a gente! Como é que vamos poder avançar?! Os nossos irmãos, que foram espionar a terra, trouxeram desânimo ao nosso coração, pois disseram: 'Os habitantes de lá são altos e fortes! As cidades são fortificadas, com muros que vão até os céus, de tão altos!' E viram gigantes lá - os descendentes dos enaquins! '
"Mas eu disse: 'Não tenham medo! Nada de susto! O Senhor nosso Deus vai à nossa frente comandando! Ele pelejará por nós, como fez no Egito - como vocês sabem muito bem! E como fez também no deserto - onde nos conduziu como um pai conduz o filho por todo o caminho em que andamos, até chegarmos a este lugar!'
"Não adiantou! Vocês não confiaram no Senhor. Vocês não confiaram no Senhor, embora tenham sido guiados por Ele pelo caminho todo - escolhendo Ele os melhores lugares para acampamento, e usando uma coluna de fogo durante a noite e uma coluna de nuvem durante o dia para indicar o rumo.
"Pois vejam! O Senhor ouviu as queixas e ficou irado. Ele jurou que de toda essa geração ninguém veria a boa terra prometida aos nossos antepassados. A única exceção seria Calebe, filho de Jefoné, porque serviu ao Senhor com perseverança. Ele e os descendentes dele receberiam como herança do Senhor uma parte das terras por onde Calebe tinha andado como espião.
"Vocês fizeram com que o Senhor ficasse irado comigo também. Ele me disse: 'Você não entrará na Terra Prometida! Josué, filho de Num, seu assistente, é que vai dirigir o povo para lá. Você deverá dar ânimo e coragem a ele. E sabe quem vai receber a terra? Sabe quem Eu vou. deixar entrar na Terra Prometida? Justamente aquelas crianças que o povo dizia que ia morrer no deserto! Mas, os adultos não! Vão voltar e atravessar o deserto em direção ao Mar Vermelho.'
"Então vocês confessaram: 'Pecamos contra o Senhor! Agora vamos lá e lutemos, como o Senhor mandou!" Cada um pegou suas armas e todos foram para a região montanhosa quando já era tarde demais!
"Mas o Senhor me disse: 'Diga a eles que não façam isso, porque não contarão comigo! Se teimarem, serão derrotados pelos inimigos.'
"Eu avisei, mas não deram ouvidos. Em vez disso, desobedeceram outra vez ao Senhor. Orgulhosos! Contra as ordens dele, subiram à região montanhosa para lutar.
"Entretanto, os amorreus que viviam lá, vieram dispostos para a luta. Como abelhas, perseguiram e derrotaram vocês, desde Seir até Hormá!
"Então vocês voltaram, e ficaram chorando diante do Senhor - mas Ele não deu ouvidos. Não atendeu mesmo!
" Assim ficaram muito tempo em Cades.
"DEPOIS VOLTAMOS PELO deserto, rumo ao Mar Vermelho pois essa foi a instrução dada por Deus. Durante muitos anos, ficamos dando voltas na região da montanha de Seir.
"Finalmente o Senhor falou comigo:
'Já faz muito tempo que estão nesta região. Agora, sigam para o norte. Diga ao povo que terá de passar pelas terras dos edomitas - descendentes de Esaú, irmão de Israel. Vivem em Seir. Eles vão ficar preocupados. Portanto, muito cuidado! Não provoquem luta! Dei a eles toda a região montanhosa de Seir - com direito de propriedade permanente. Não darei a vocês nem um palmo daquela terra! Paguem pelo alimento e pela água que usarem. Não esqueçam que o Senhor tem dado toda proteção e sustento a vocês, durante todos estes quarenta anos de idas e vindas neste grande deserto - e não tiveram falta de nada!'
"Por isso, passamos pelas pontas do território de Edom - onde viviam nossos irmãos. Atravessamos a estrada do Arabá - que vai para o sul, em direção a Elate e Eziom-Geber, dobrando depois para o norte, para o deserto de Moabe.
"Então disse o Senhor: 'Não ataquem os moabitas, tampouco. Nada de provocações! Não darei parte nenhuma das terras deles a vocês. Eu dei essas terras que têm Ar como capital aos descendentes de Ló.'
Antes os emins moravam naquela região. Formavam uma tribo numerosa, e eram altos como os enaquins. Tanto eles como os enaquins eram muitas vezes chamados refains, mas os moabitas davam a eles o nome de emins. Em tempos passados, os horeus viviam em Seir, mas foram derrotados e expulsos pelos edomitas, descendentes de Esaú - exatamente como Israel faria com os povos de Canaã, pois a terra deles foi dada pelo Senhor aos israelitas.
"Atravessem agora o ribeiro de Zerede,' disse o Senhor; e nós atravessamos.
"Assim levamos trinta e oito anos para sair de Cades-Barnéia e cruzar o ribeiro de Zerede. Pois o Senhor tinha determinado que não terminássemos essa viagem enquanto não morressem todos os homens que, trinta e oito anos antes, já tinham idade para a guerra. Sim, a mão do Senhor foi contra eles, até que finalmente morreram todos.
"Afinal, depois de acontecerem essas coisas, o Senhor falou comigo:
'Hoje Israel deverá. passar pelas fronteiras de Moabe, por perto de Ar, avançando para o território dos amonitas. Mas não mexa com eles! Nada de brigas! Não vou dar a Israel parte nenhuma das terras deles. Essas terras dei aos descendentes de Ló.'
Essa região também era habitada pelos refains, chamados 'zanzumins' pelos amonitas. Eram uma tribo numerosa e forte, e eram altos como os enaquins. Mas o Senhor destruiu essa tribo de gigantes, e entregou a terra aos amonitas, que passaram a viver ali. O Senhor tinha feito a mesma coisa para ajudar os descendentes de Esaú, destruindo os horeus que viviam em Seir e entregando o território a eles. Os edomitas ocupam a região de Seir até à data em que é feito este registro. Outro fato parecido aconteceu quando o povo de Caftor invadiu e destruiu os aveus, e passou a viver nas terras deles. Os aveus viviam em vilas espalhadas pelo território, até Gaza.
"Depois disse o Senhor: 'Atravessem agora o rio Arnom e entrem no território de Seom, o amorreu, que reina em Hesbom. Guerreiem contra ele, e tratem de conquistar aquele território. A começar de hoje, eu vou fazer com que os povos da terra toda tremam de medo de vocês, e fiquem cheios de pavor ao saberem que vocês estão por perto! '
"Então mandei mensageiros a Hesbom, partindo do deserto de Quedemote, com esta proposta de paz ao rei Seom:
'Deixe que passemos por seu território. Seguiremos sempre pela estrada principal. Não entraremos nos campos nem de um lado, nem do outro, da estrada. Pagaremos por toda a comida e por toda a água de que precisarmos. Tudo que queremos é permissão para passar. Tanto os edomitas de Seir, como os moabitas que têm a capital em Ar, deram permissão para passarmos pelas terras deles. Precisamos dessa licença para podermos chegar ao nosso destino. Temos de atravessar o rio Jordão e tomar posse da terra que recebemos do Senhor nosso Deus.'
"Mas Seom, rei de Hesbom, não deu licença. Isto porque o Senhor nosso Deus fez com que ele ficasse com o coração duro para destruir Seom pelas mãos de Israel, como de fato aconteceu.
"A isso, o Senhor me disse: 'Comecei a dar a você o território do rei Seom. Tomem posse dele! Quando for tomado, será de Israel para sempre.'
"O rei Seom declarou guerra a nós e reuniu os exércitos dele em Jaza. Mas o Senhor nosso Deus derrotou as forças inimigas. Daí, conquistamos as cidades e destruímos tudo - até as mulheres e as crianças! Não sobrou ninguém! Só deixamos com vida o gado - que tomamos como presa de guerra, juntamente com outros bens que saqueamos das cidades conquistadas. Dominamos tudo, desde Aroer até Gileade - desde a beira do vale do rio Arnom, incluindo todas as cidades situadas no vale. Nenhuma cidade foi bastante forte para nós, pois o Senhor nosso Deus entregou todas elas às nossas mãos! Contudo, ficamos fora das terras do povo de Amom, e longe do ribeiro de Jaboque, como também das cidades da região montanhosa - isto é, ficamos fora de todos os lugares proibidos por Deus para nós.
E aconteceu chegar a Éfeso, vindo de Alexandria no Egito, um judeu chamado Apolo, um admirável pregador e mestre da Bíblia.
Era bem instruído no Caminho do Senhor, falava com entusiasmo e ensinava de modo correto a respeito de Jesus. Mas só conhecia a respeito do batismo de João. Quando Priscila e Áquila ouviram Apolo pregar na Sinagoga, o convidaram a ir à sua casa. Então explicaram, com mais detalhes, o que havia acontecido com Jesus.
Era bem instruído no Caminho do Senhor, falava com entusiasmo e ensinava de modo correto a respeito de Jesus. Mas só conhecia a respeito do batismo de João. Quando Priscila e Áquila ouviram Apolo pregar na Sinagoga, o convidaram a ir à sua casa. Então explicaram, com mais detalhes, o que havia acontecido com Jesus.
Apolo estava querendo ir para a Grécia, e os crentes animaram o jovem para isto. Escreveram aos outros crentes de lá, dizendo que o recebessem. Quando ele chegou à Grécia, foi grandemente usado por Deus para fortalecer a igreja
porque rejeitava com coragem em discussão pública todos os argumentos dos judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus é o verdadeiro Messias.
ENQUANTO APOLO estava em Corinto, Paulo viajava pela Turquia e chegou a Éfeso, onde encontrou diversos discípulos.
"Vocês receberam o Espírito Santo quando creram?", perguntou-lhes Paulo. "Não", responderam, "nós nem sabemos o que você quer dizer. Que é o Espírito Santo?"
"Neste caso, que crenças vocês confessaram no seu batismo?" perguntou ele. - "Aquilo que João Batista ensinou", lhes disseram eles.
Então Paulo mostrou-lhes como o batismo de João era a demonstração do desejo de voltar-se do pecado para Deus, e que aqueles que recebiam o batismo dele deviam prosseguir e crer em Jesus, aquele que João disse que viria depois.
Logo que eles ouviram isto, foram batizados no nome do Senhor Jesus.
E depois, quando Paulo pôs as mãos sobre a cabeça deles, o Espírito Santo veio sobre eles, e falaram em outras línguas e profetizaram.
Os homens com quem aconteceu isto eram uns doze ao todo.